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Dom Pedro II
Imperador do Brasil e Patrono dos Corpos de Bombeiros do Brasil
Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, mais conhecido como Dom Pedro II, foi o segundo e último imperador do Brasil. Sua figura, marcada pelo senso de justiça, espírito científico e dedicação ao progresso do país, fez dele um dos líderes mais respeitados da história nacional. Por sua visão humanitária e pelo incentivo à organização dos primeiros corpos de bombeiros no Brasil, é merecidamente reconhecido como o Patrono dos Corpos de Bombeiros do Brasil.
Nascido no dia 2 de dezembro de 1825, no Palácio da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, Dom Pedro II era filho de Dom Pedro I, o proclamador da Independência, e da Imperatriz Dona Maria Leopoldina. Assumiu o trono muito jovem, com apenas 14 anos, após a abdicação do pai, sendo aclamado Imperador em 1841.
Desde jovem demonstrou grande interesse pelos estudos, chegando a falar fluentemente cerca de 18 idiomas, entre eles o francês, inglês, alemão, grego, latim, árabe e hebraico. Apaixonado pelas ciências, artes e filosofia, mantinha correspondência com alguns dos maiores pensadores e cientistas de sua época, como Victor Hugo, Louis Pasteur e Charles Darwin. Sua biblioteca pessoal contava com mais de 60 mil volumes, e seu apreço pelo saber fazia dele um imperador admirado não apenas por sua autoridade, mas por sua inteligência, sensibilidade cultural e visão de futuro.
Seu reinado, que durou quase meio século, foi pautado pela estabilidade política, pelo incentivo à educação, às artes e à ciência, e pelo apoio a instituições voltadas ao bem-estar social. Além de seu papel como estadista, Dom Pedro II foi o responsável pelo Corpo de Bombeiros do Brasil, que tem seu marco inicial em 2 de julho de 1856.
Por decreto do próprio Imperador, foi criado o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte, no Rio de Janeiro. Dom Pedro II, atento às necessidades urbanas e inspirado pelos modelos europeus, entendeu que uma instituição especializada no combate a incêndios era essencial para a segurança da população. Sua preocupação com a vida humana e seu zelo com a organização pública foram fundamentais para o nascimento e fortalecimento da corporação.
O imperador acompanhava de perto o desenvolvimento do Corpo de Bombeiros. Frequentemente participava de solenidades, investia recursos pessoais na aquisição de equipamentos modernos da época e exaltava a importância da disciplina, da honra e do serviço voluntário prestado pelos bombeiros. Sua ação direta e apoio contínuo criaram as bases para a profissionalização e a expansão das corporações por todo o território nacional.
Dom Pedro II possuía profundo respeito pela ciência e pelo conhecimento técnico. Essa valorização também se refletia na estruturação do Corpo de Bombeiros, que passou a adotar práticas modernas, inclusive com o envio de militares à Europa para estudar técnicas de combate a incêndios e salvamento. O exemplo do Imperador inspirou gerações de brasileiros, consolidando o Corpo de Bombeiros como uma força de ordem, coragem e abnegação.
O fim do Império em 1889 não apagou o legado de Dom Pedro II. Mesmo exilado, nunca deixou de demonstrar amor pelo Brasil. Faleceu em Paris, no dia 5 de dezembro de 1891, sendo mais tarde reconhecido, não apenas como um grande estadista, mas como um exemplo de dedicação ao bem público.
A memória de Dom Pedro II permanece viva nos quartéis e nos corações de todos os bombeiros do Brasil. Seu espírito visionário, seu compromisso com a proteção da vida e sua contribuição inestimável para a criação da nossa instituição justificam com honra o título de Patrono dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil.
Ao nosso Patrono, Dom Pedro II, nossas sinceras homenagens.
